Notas de Imprensa

A Direção da Organização Regional do Litoral Alentejano do PCP, reunida no dia 10 de Outubro analisou os resultados das eleições autárquicas de 2013, a situação política e social na região e as tarefas decorrentes.

O Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Urbano Tavares Rodrigues, intelectual comunista destacado e figura cimeira da cultura portuguesa.

Autor de uma vasta obra literária, abarcando todos os domínios da escrita – romance, novela, conto, teatro, poesia, crónica, ensaio, jornalismo, viagens – e na qual estão presentes os valores humanos que nortearam toda a sua vida – a liberdade, a justiça social, a paz, a solidariedade, a fraternidade – Urbano Tavares Rodrigues fica na história da Literatura portuguesa como um dos seus mais relevantes expoentes.

Urbano Tavares Rodrigues desenvolveu uma igualmente intensa actividade política, iniciada muito cedo e muito cedo com ligação ao PCP, e que se prolongou ao longo de toda a sua vida.

Em 1949 participou na campanha eleitoral do General Norton de Matos, após o que foi para França onde foi leitor de Português em Montpellier e na Sorbonne, em Paris.

Em 1955 regressa a Portugal e entra na Faculdade de Letras de Lisboa, como assistente, vindo a ser afastado pouco depois, por motivos políticos. Durante alguns anos é impedido de ensinar, mesmo fora da Universidade.

Em Dezembro de 1962, participa em Cuba, num encontro de escritores solidários com a revolução cubana.

Em 1963, enquanto membro das Juntas de Acção Patriótica, preside à delegação portuguesa presente no congresso em defesa da liberdade da cultura, realizado pela Comunidade Europeia de Escritores, em Florença.

Ainda nesse ano de 1963, é preso, acusado de pertencer ao Partido Comunista Português e às Juntas de Acção Patriótica. Trata-se da primeira das três prisões que virá a sofrer, em todas elas submetido às brutais torturas da PIDE.

Em 1966, participa num congresso organizado pela Comunidade Europeia de Escritores, no decorrer do qual denunciou a extinção da Sociedade Portuguesa de Escritores e a situação de Luandino Vieira, preso no Tarrafal.

Durante a década de sessenta, Urbano participou activamente em acções do Conselho Mundial da Paz e do Conselho Português para a Paz e a Cooperação – então ainda semi-clandestino em Portugal.

Em 1971 participou na importante Conferência de Bruxelas, preparatória da Conferência de Helsínquia sobre a Paz e o Desarmamento.

Activista destacado do Movimento da Oposição Democrática, Urbano participou em várias campanhas «eleitorais» e foi membro da Comissão Nacional do III Congresso da Oposição Democrática, em 1973.

Após o 25 de Abril, teve uma intervenção activa no processo revolucionário e na luta em defesa das conquistas da Revolução. Integrou o Sector Intelectual da Organização Regional de Lisboa do PCP e foi candidato a deputado pelo círculo da emigração.

O PCP presta homenagem a Urbano Tavares Rodrigues e endereça à sua família e amigos o seu sentido pesar, manifestando-lhes fraternal solidariedade.

 

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

No Litoral Alentejano, como em todo o país, são profundas as consequências das políticas de direita contidas no Pacto de Agressão assinado por PS, PSD e CDS.

No Litoral Alentejano essas políticas traduzem-se de forma clara no aumento do desemprego, no encerramento de centenas de pequenas e médias empresas, na degradação dos Serviços de Saúde, no ataque à Escola Pública, ao Poder Local Democrático, ao encerramento de Serviços Públicos e ao agravamento das condições de vida dos trabalhadores e das populações. 

É neste quadro da situação política e social complexo e exigente em que o desenvolvimento da luta e o reforço do PCP são questões fundamentais;

É tendo em conta a realidade mas intervindo para a transformar que o PCP no Litoral Alentejano, assumindo as linhas de orientação e de trabalho definidas no XIX Congresso do PCP e as prioridades para 2013 decididas na reunião do Comité Central de 16 de dezembro de  2012 desenvolverá a sua ação assente em cinco prioridades:

 

1 - Desenvolver a luta com os trabalhadores e as populações

Prosseguir e intensificar a luta, mobilizando e organizando os trabalhadores e as populações na defesa dos seus interesses, direitos e aspirações e contribuindo assim para a derrota das políticas e do Governo PSD/CDS e para construir uma política patriótica e de esquerda ao serviço dos trabalhadores, do povo, do país e da região. O PCP apela à participação dos trabalhadores e das populações na manifestação nacional descentralizada convocada pela CGTP-IN para o dia 16 de Fevereiro em Setúbal.

O PCP vai desenvolver no âmbito da campanha nacional do Partido - Por uma política Patriótica e de Esquerda sob o lema - Um Futuro Digno para o Povo e para o País - um vasto conjunto de ações de contato direto, de esclarecimento, organização e mobilização dos trabalhadores e das populações para a luta.

 

2 - Centenário de Álvaro Cunhal

Desenvolver e estimular outras entidades a promover um vasto conjunto de iniciativas integradas nas comemorações do centenário de Álvaro Cunhal subordinadas ao lema - Vida Pensamento e Luta: exemplo que se projeta na atualidade e no futuro.

 

3 - Eleições autárquicas

Assumir as Eleições Autárquicas como um processo de afirmação do Projeto Autárquico do PCP, da CDU enquanto espaço de convergência, unidade, envolvimento e participação de muitos independentes e democratas e um momento para ampliar a influência social, política e eleitoral do PCP, integrando as eleições autárquicas no processo de luta em defesa do Poder Local Democrático, pela rutura com as políticas de direita e o pacto de agressão e pela construção de uma política alternativa Patriótica e de Esquerda, indispensável à elevação das condições de vida das populações e ao desenvolvimento local. Com o reconhecido percurso de trabalho, honestidade e competência nas autarquias, o PCP apresenta-se às eleições autárquicas com o objetivo de confirmar as suas posições de maioria no município de Santiago de Cacém e nas freguesias da região, bem como ampliar as suas posições e mandatos e de atingir novas maiorias em outros concelhos e freguesias.

 

4 - o Trabalho unitário

Desenvolver e ampliar o trabalho unitário, procurando alargar a unidade e chamando à participação e à luta independentes, democratas e patriotas que estão contra as políticas de direita e genuinamente estão empenhados na construção de um país e de uma região de progresso e de justiça social.

 

5 - Reforço do PCP

Os comunistas no litoral alentejano afirmam o seu empenhamento na concretização das linhas de orientação para o reforço do Partido, da sua organização, ação, intervenção e iniciativa política no prosseguimento da Campanha - Avante Por Um PCP Mais Forte - e nas decisões do XIX Congresso destacando como prioridade o reforço da organização e intervenção do PCP nas empresas e locais de trabalho, tendo como principal prioridade as empresas do Complexo Industrial e Portuário.

No calendário de iniciativas para 2013 o PCP comemorará o 82º aniversário do Avante com uma venda especial em toda a região, o 92º aniversário do Partido com um vasto conjunto de iniciativas estando já marcadas dez iniciativas na região e participará no grande almoço Alentejo no dia 17 de Março no Multiusos de Arraiolos.

O PCP apela ainda aos seus militantes, aos trabalhadores e populações da região para a participação nas comemorações do Dia Internacional da Mulher - 8 de Março, no dia Mundial da Juventude - 28 de Março e nas comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio.

 

Os comunistas no litoral alentejano reafirmam aos trabalhadores e às populações o seu compromisso de sempre, de lutar pelos seus interesses e aspirações a uma vida melhor.

 

O Secretariado da DORLA do PCP

  

Vila Nova de Santo André, 30 de Janeiro de 2013

 

xix_congresso_logo_2A Direcção Regional do Alentejo do PCP, reunida no dia 16 de Outubro, analisou a situação política e social no país e na região, avaliou o andamento da preparação do XIX Congresso do PCP que tem como lema "Democracia e Socialismo – Os valores de Abril no futuro de Portugal", debateu o projecto de alterações ao programa e o projecto de Teses/Resolução Política.

agriculturaPortugal tem condições para produzir mais cereal 

O Alentejo pode dar uma forte contribuição

A recente noticia amplamente divulgada pela comunicação social que o país produziu menos cereais atribuindo como causa próxima  a seca, oculta o que há muito era evidente, ou seja uma política agrícola destrutiva do sector adoptada pelos sucessivos governos do PS, PSD com a conivência e colaboração do CDS/PP que conduziu  o país à completa dependência  do estrangeiro (dos lobbies privados que determinam os preços nos mercados internacionais)   para nos abastecermos de cereais, ficando completamente nas suas mãos.

Na verdade  a nossa situação de dependência extrema cerealífera resulta de uma política deliberada levando que ao longo de muitas anos de política de direita não se semeá-se e , não se  produzi-se. Só a titulo de exemplo já em 2008 importávamos 62% de milho, 87% de trigo rijo e 90% do trigo mole, o que demonstra que o problema do país, não é apenas a seca, mas a falta de utilização correcta da terra, de se pagar para não se produzir e da falta  apoio à produção.